quinta-feira, 14 de março de 2013

Resumo: o que é e como se faz


O resumo é um gênero textual bastante comum na esfera acadêmica, escolar e científica. Resumir significa reduzir em termos breves e precisos as partes essenciais de um texto. Existem três tipos de resumos; resumo indicativo (que é o resumo pedido no PAS, ENEM e vestibulares), resumo informativo ( que é o tipo de resumo que informa as características do tema, como o processo, metodologia e resultados, também conhecido como summary) e o resumo crítico ou resenha ( esse tipo apresenta análise critica). Um resumo sintetiza as principais idéias apresentadas em um texto, sempre de forma objetiva.

Veja agora um exemplo do resumo de “Senhora”, de José de Alencar:

De qualquer modo, publicado em 1875, "Senhora" traz características inequivocamente românticas, como se pode ver pelo núcleo de seu enredo, simples, atrelado aos esquematismos dos dramas de amor do Romantismo: Aurélia Camargo, filha de uma pobre costureira, apaixonou-se por Fernando Seixas, a quem namorou. Este, porém, desfez a relação, movido pela vontade se casar com uma moça rica, Adelaide Amaral.

           Passado algum tempo, Aurélia, já órfã, recebe uma grande herança do avô e ascende na escala social. Ainda ressentida com o antigo namorado, resolve vingar-se dele. Sabendo que Fernando, ainda solteiro, andava em dificuldades financeiras, resolve comprá-lo para marido. Na época, o Segundo Reinado, vigora o regime de casamento dotal, em que o pai da noiva (ou, no caso, ela mesma) deveria dar um dote ao futuro marido.

           Assim, através de um procurador, Fernando recebe uma proposta de casamento e a aceita sem saber exatamente com quem se casará - interessa-lhe apenas o dinheiro, cem contos de réis, que vai receber por isso. Ao descobrir que sua noiva é Aurélia, Fernando se sente um felizardo, pois, na verdade, nunca deixara de amá-la. E abre seu coração para ela.

            A jovem, porém, na noite de núpcias, deixa claro: "comprou-o" para representar o papel de marido que uma mulher na sua posição social deve ter. Dormirão em quartos separados. Aurélia não só não pretende entregar-se a ele, como aproveita as oportunidades que o cotidiano lhe oferece para criticá-lo com ironia. Durante meses, uma relação conjugal marcada pelas ofensas e o sarcasmo se desenvolve entre os dois.

            Fernando, todavia, trabalha e realiza um negócio que lhe permite levantar o dinheiro que devia a Aurélia. Desse modo, propõe-se a restituir-lhe a quantia em troca da separação. Considerando o gesto uma prova da regeneração de Fernando, Aurélia, que nunca deixara de amá-lo, é vencida pelo amor. Ao receber o dinheiro, entrega-lhe a chave de seu quarto e o casamento se consuma, afinal.

http://vestibular.uol.com.br/resumos-de-livros/senhora.jhtm



Como fazer um resumo?

Primeiramente, tenha em consideração os seguintes elementos:

ler atentamente o texto a ser resumido, assinalando nele as idéias que forem parecendo significativas à primeira leitura;
identificar o gênero a que pertence o texto (uma narrativa, um texto opinativo, uma receita, um discurso político, um relato cômico, um diálogo, etc.
identificar a idéia principal (às vezes, essa identificação demanda seleções sucessivas, como nos concursos de beleza...);
identificar a organização - articulações e movimento - do texto (o modo como as idéias secundárias se ligam logicamente à principal);
identificar as idéias secundárias e agrupá-las em subconjuntos (por exemplo: segundo sua ligação com a principal, quando houver diferentes níveis de importância; segundo pontos em comum, quando se perceberem subtemas);
identificar os principais recursos utilizados (exemplos, comparações e outras vozes que ajudam a entender o texto, mas que não devem constar no resumo formal, apenas no livre, quando necessário);
esquematizar o resultado desse processamento;



Feito isso você pode começar a desenvolver o seu texto. Olhe abaixo outro exemplo de um bom resumo:

No resumo da novela Carrossel desta quinta, 14/02: Renê ajuda Helena com os desenhos dos alunos.Ele aproveita para convidá-la para sair. Suzana observa a conversa. Helena aceita o convite do professor, que afirma que a espera na sorveteria.
Manipuladora, Suzana diz a Olívia que está preocupada com os alunos de Helena, pois eles estão sempre largados, a professora não passa a matéria. Olívia chama Helena para uma conversa na diretoria, diz que a professora se mostra excessivamente generosa com os alunos e eles se aproveitam dela.
Olívia diz que aplicará um teste nos alunos de Helena e entrega a matéria à professora. A diretora pede um relatório extenso a Helena sobre as atividades e o comportamento dos alunos.
A diretora chama Suzana em sua sala e agradece ao conselho. Suzana vai à sala de música e diz que sente a falta de conversar com Renê. Suzana pergunta ao professor se ele vai mesmo sair com Helena, pois na última hora ela vai inventar uma desculpa.
Suzana afirma a Renê que ele tem que gostar de quem gosta dele. Helena diz a Jaime que precisa falar com o pai dele. Suzana mexe nas coisas de Helena, ela desliga o celular da professora. Olívia pressiona Helena sobre o relatório.
Helena questiona Olívia se ela tem motivos para desconfiar de seu trabalho. Renê está na sorveteria e aguarda Helena. Helena comenta com Rafael que Jaime precisa se esforçar para o teste que Olívia vai aplicar.
Renê tenta telefonar para Helena, mas ela não atende. Helena se lembra do compromisso com Renê, seu celular está desligado, ela estranha. A professora tenta ligar para Renê, mas propositalmente ele não atende. Jaime deixa de estudar para ir jogar futebol. Ele sai às escondidas do pai.

http://resumo-das-novelas.com/proximos-capitulos-da-novela/resumo-da-novela-carrossel-resumo-dos-capitulos-de-carrossel/



Agora, aqui vai uma lista dos erros mais comuns de alunos do Ensino Médio ao comporem o seu resumo:

a.      Titulo

b.      Citação ou uso de aspas

c.       Opinião

d.      Detalhes ou exemplos

e.      Texto longo ou com mais de um parágrafo

Compare esses dois exemplos do romance de Machado de Assis, “Dom Casmurro”:

Resumo bom
Dona Gloria, uma mulher muito religiosa, tinha perdido o primeiro filho e o segundo se sobrevivesse seria padre. Esse ambiente é onde cresce Bentinho, filho de D. Gloria, o protagonista de D. Casmurro. Desde criança ele fora preparado para a ordenação, mas Bentinho, apesar de toda a insistência da família não queria se tornar padre. Uma das razões para isso é que subitamente ele descobre que tem sentimentos pela vizinha e sua amiga, Capitu. Apesar de tentarem de tudo para impedir a ida de Bentinho ao seminário chega o momento da separação. Lá onde Bentinho conhece Escobar, um colega de seminário. Escobar dá a ideia a Bentinho de como afastar-se do seminário sem quebrar a promessa feita por sua mãe. Assim, Bentinho pôde voltar para casa e se casar com Capitu. Ao passo que
Escobar, que também desiste do seminário se casa com a melhor amiga de Capitu, Sancha. Os dois casais mantinham boas relações até a morte de Escobar. Bentinho fica enciumado do modo como Capitu olha para o defunto Escobar. Deste momento em diante as suspeitas
começam e o ciúme aumenta. Bentinho, inclusive suspeita da paternidade de Ezequiel, filho de Capitu. E cada vez mais Bentinho enxerga o velho amigo, Escobar Ezequiel no menino Ezequiel. Por fim, o casal se separa, mesmo que Bento tivesse uma prova cabal do adultério. Capitu e Ezequiel partem para o exterior onde passam o resto das vidas. Recluso, Bentinho vira Dom Casmurro, um velho aborrecido e cheio de si. Sozinho, começa a contar sua história organizando os fatos de modo a provar a culpa de Capitu.

Resumo ruim
Dom Casmurro

Capitolina e Bentinho cresceram juntos e desde pequenos eram “apaixonados” um pelo outro. D. Glória (a mãe de Bentinho) havia feito uma promessa de que o seu filho se tornaria padre. O menino com o passar dos anos foi se apaixonando cada vez mais por Capitu (apelido atribuído a Capitolina) e mesmo após ter ido ao seminário tentando fazer a vontade da mãe desistiu da ideia e resolveu assumir o romance.
Capitu, que também era apaixonada por Bentinho aceita o pedido de casamento. Então nasce um filho dessa união chamado Ezequiel (uma homenagem a um grande amigo de Bentinho). Através desse menino o casamento enfrenta problemas, pois Bentinho imagina que o filho seria de Escobar, o seu amigo e não dele, por ele ser extremamente parecido com o falecido amigo.
O ciúme de Bentinho faz com que ele quase mate Ezequiel de tanto ódio, mas por fim isso não acontece e paira uma duvida no ar “teria Capitu traído ou não o marido?”. Qualquer leitor consciente responderia sim a esta pergunta, pois no romance tudo indica que Capitu, uma mulher dissimulada e muito esperta tenha se apaixonado pelo amigo de Bentinho e dessa traição teria nascido o pequeno Ezequiel, a cena da mulher deitada no caixão de Escobar já diz e comprovam todas essas supostas dúvidas.




Agora que você aprendeu como fazer resumos, vamos praticar? Antes de começar a escrever os seus textos, releia com atenção os passos para se escrever um bom resumo indicativo. Com base nos textos abaixo, redija em até 15 linhas e 150 palavras dois resumos indicativos.

Texto 1 - Domingos Pellegrini

O sorriso do morto



Até para a família não pensar que desprezei o morto, conforme o costume fui à beira do caixão e contemplei sua face.
O morto estava horizontalmente morto. Quietamente morto. Cerosamente morto, com a cor de parafina velha dos mortos.
Mas sorria. Sim, o morto sorria. Não o sorriso aberto dos vivos, mas um sorriso sutil, talvez até irônico, como se levemente debochando daquilo tudo, as caras compungidas, as conversas em surdina, tantas flores murchando, as assinaturas comparecendo no livro de presença.
Dos presentes ali, só o morto estava ausente, mas por causa dele todos ali estavam – seria por isso o sorriso?
A viúva conversava com outra viúva, com gestos tão vivos que se traduziam: o que fazer depois do enterro, papelada a providenciar, cuidado com os cartões de crédito, podem ser um alívio, desde que se tenha a senha, ou um transtorno de anos na mão da Justiça e dos bancos!
Eu interpretava seus gestos, quando um dos filhos me perguntou: eu conhecia seu pai daonde?
Ah, contei, de muito tempo atrás, fomos colegas de escola.
Ele sorriu como o morto sorria em vida, e me abraçou, sussurrando que o pai decerto estava feliz de me ver ali.
Seria por isso que o morto sorria? Por rever velhos colegas, reunir na morte os amigos que a vida não reunia? Então vi, num canto, a primeira namorada do morto, nossa colega de colégio, agora senhora com seus decoros. Trocamos olhar, onde vi uma chispa adolescente, e fui até ela.
Logo rimos dos tempos de colégio, relatamos a vida em poucas palavras, e enfim passamos para as confidências. O morto parecia sorrir, não? Sim, ela concordou:
– E deve ser por estar contente comigo.
Claro que perguntei porque, ela suspirou:
– Ah, porque tive coragem de vir.
Suspirou de novo, olhou para os lados e enfim sussurrou:
– Não fui apenas a primeira namorada dele, fui também sua melhor amiga a vida toda...
Fiquei sem palavras, mas ela continuou:
– A gente se encontrava só pra falar da vida, só isso mesmo. Ele dizia que ela e eles (lançou olhar para a viúva e seus filhos) nunca iam entender. Então a gente manteve nossa “amizedo”, como ele dizia, nossa amizade em segredo, quase meio século!...
Choramingou no lenço, olhou em volta e continuou:
– Era tão bom! Cada um era confidente e conselheiro do outro. Ele dizia que preferia me pagar jantar em motel do que pagar psicanalista! E...
Chegou um paletó bem engravatado, ela apresentou, era seu marido, e fomos para o enterro. A certa altura, depois que o caixão baixou e o marido estava distraído, ela sussurrou:
– Era só amizade, viu? Motel era só por discrição, ou, como ele dizia, necessidade estrita de puro sigilo.
Era bem o estilo do morto, “necessidade estrita de puro sigilo”. Certa vez, acendendo a churrasqueira, ele mostrou um punhado de gravetos, dizendo que eram “apetrechos indispensáveis para alcançar rapidamente o fim almejado”.
Ela sussurrou: – E tudo fique entre nós!
Só balancei a cabeça concordando, claro.
Afinal, se não podia contar aquilo nem para outros amigos, ao menos eu sabia porque o morto sorria.

http://www.gazetadopovo.com.br/colunistas/conteudo.phtml?tl=1&id=1341609&tit=O-sorriso-do-morto



Texto 2 - José Bento Renato Monteiro Lobato (Taubaté, 18 de abril de 1882 – São Paulo, 4 de julho de 1948)[1] foi um dos mais influentes escritores brasileiros do século XX. Foi um importante editor de livros inéditos e autor de importantes traduções. Seguido a seu precursor Figueiredo Pimentel ("Contos da Carochinha") da literatura infantil brasileira, ficou popularmente conhecido pelo conjunto educativo de sua obra de livros infantis, que constitui aproximadamente a metade da sua produção literária. A outra metade, consistindo de contos (geralmente sobre temas brasileiros), artigos, críticas, crônicas, prefácios, cartas, um livro sobre a importância do petróleo e do ferro, e um único romance, O Presidente Negro, o qual não alcançou a mesma popularidade que suas obras para crianças, que entre as mais famosas destaca-se Reinações de Narizinho (1931), Caçadas de Pedrinho (1933) e O Picapau Amarelo (1939).
Contista, ensaísta e tradutor, este grande nome da literatura brasileira nasceu na cidade de Taubaté, interior de São Paulo, no ano de 1882. Formado em Direito, atuou como promotor público até se tornar fazendeiro, após receber herança deixada pelo avô. Diante de um novo estilo de vida, Lobato passou a publicar seus primeiros contos em jornais e revistas, sendo que, posteriormente, reuniu uma série deles em Urupês, obra prima deste famoso escritor.
Em uma época em que os livros brasileiros eram editados em Paris ou Lisboa, Monteiro Lobato tornou-se também editor, passando a editar livros também no Brasil. Com isso, ele implantou uma série de renovações nos livros didáticos e infantis.
Este notável escritor é bastante conhecido entre as crianças, pois se dedicou a um estilo de escrita com linguagem simples onde realidade e fantasia estão lado a lado. Pode-se dizer que ele foi o precursor da literatura infantil no Brasil.
Suas personagens mais conhecidas são: Emília, uma boneca de pano com sentimento e idéias independentes; Pedrinho, personagem que o autor se identifica quando criança; Visconde de Sabugosa, a sabia espiga de milho que tem atitudes de adulto, Cuca, vilã que aterroriza a todos do sítio, Saci Pererê e outras personagens que fazem parte da inesquecível obra: O Sítio do Pica-Pau Amarelo, que até hoje encanta muitas crianças e adultos.
Escreveu ainda outras incríveis obras infantis, como: A Menina do Nariz Arrebitado, O Saci, Fábulas do Marquês de Rabicó, Aventuras do Príncipe, Noivado de Narizinho, O Pó de Pirlimpimpim, Reinações de Narizinho, As Caçadas de Pedrinho, Emília no País da Gramática, Memórias da Emília, O Poço do Visconde, O Pica-Pau Amarelo e A Chave do Tamanho.

Fora os livros infantis, este escritor brasileiro escreveu outras obras literárias, tais como: O Choque das Raças, Urupês, A Barca de Gleyre e o Escândalo do Petróleo. Neste último livro, demonstra todo seu nacionalismo, posicionando-se totalmente favorável a exploração do petróleo apenas por empresas brasileiras.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Monteiro_Lobato#Bibliografia


sábado, 22 de setembro de 2012

Resposta interpretativo-argumentativa: o que é e como se faz



Por incrível que possa parecer, em uma resposta interpretativo-argumentativa,o escritor precisa justamente responder a uma pergunta. Parece óbvio, mas é sempre importante prestar muita atenção no comando de produção. Mande a preguiça embora e leia-o uma, duas, três, ou quantas vezes forem necessárias até que se compreenda inteiramente tudo o que ele pede.
            Depois de compreendida a questão, é chegada a hora de sublinhar os pontos principais a serem respondidos. Isso é importante para manter o foco de sua resposta e ajuda a não esquecer cada questão que deve ser respondida.
            Elabore sua resposta de maneira mais completa possível, deixando claro seu posicionamento frente à temática discutida, pois, afinal, nenhum leitor será capaz de entrar em sua mente para descobrir o que você quis ou não dizer em uma frase ou outra.
            Suas ideias devem estar claras e a sua opinião deve ser marcada de forma efetiva, por isso, “ficar em cima do muro” do não é uma opção positiva. Assim como não o é o uso de expressões como: (1) em minha opinião, (2) sim, eu concordo ou (3) não, eu não concordo. Primeiramente, se se trata de uma pergunta e você está elaborando uma resposta para a mesma, é uma questão de lógica estar sendo expressa a sua opinião. Em segundo lugar, as expressões 2 e 3 “enfeiam” a sua redação, dando a sensação de vocabulário empobrecido, já que a exposição da opinião foi fracamente elaborada. É de extrema importância impressionar o seu leitor e convencê-lo de sua opinião, pois mostra que você, redator, de fato domina o assunto em questão.
Interpretar um texto significa mostrar que pôde compreendê-lo e que é capaz de dialogar com sua temática, relacionando-o até mesmo com assuntos externos ao texto. Já argumentar, significa fundamentar, justificar sua resposta. Dizer sim, não ou mesmo que o texto disse, não é suficiente. Quem ler sua redação vai sim querer saber o que você pensa, mas também quererá saber o por quê de sua opinião.
Imagine a situação hipotética na qual uma adolescente na faixa dos 15 anos de idade, quer muito ir a um show em um sábado à noite, mas tem pais são muito rigorosos e conservadores que não a deixa ir a “baladas” frequentemente. A menina então se aproxima da mãe e diz: “Mãe, eu quero muito ir ao show de sábado à noite, porque todas as minhas amigas irão e eu tenho certeza, de que a senhora também ia a shows quando tinha a minha idade”.
Apesar de esta personagem hipotética representar uma adolescente comum do ensino médio e que, provavelmente, tenha algumas dificuldades durante as aulas de produção textual em sua escola, ela faz uma argumentação completa, onde expõe o fato desejado, explicando o porquê de tal desejo e mais, justifica-o não apenas com um, mas com dois argumentos. Perceba como a argumentação não é algo tão distante de nossa realidade, de tal forma que está presente até mesmo em situações tão corriqueiras.
Outra questão importante para que se produza uma resposta interpretativo-argumentativa bem elaborada é: corra dos clichês e frases feitas. Eles não são uma boa opção para fundamentar seu texto em contexto algum. Na verdade, este tipo de recurso torna a sua interpretação vaga e sem propósito objetivo.
E, por fim, sempre organize sua resposta de forma que, quem a ler, não precise da pergunta para compreender seu raciocínio, a sua opinião. Ao se atentar a esta dica, sua resposta ficará mais completa, proporcionando ao seu leitor uma fluência bem melhor.


ATIVIDADE DE PRODUÇÃO TEXTUAL

A coletânea de textos a seguir aborda a temática O destino dos resíduos urbanos atualmente nas  cidades. Tendo-a como apoio,  redija os gêneros textuais solicitados.

Destinação correta dos resíduos sólidos urbanos requer inicialmente investimentos da ordem de R$ 1,3 bilhão
Mônica Pinto
O Panorama dos Resíduos Sólidos no Brasil é um estudo realizado pela Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais – Abrelpe – desde 2003. Em sua segunda edição, com dados referentes ao ano de 2004, ele mostra que a questão do lixo no país demanda não só vontade política para fazer andarem os projetos, para levar ao povo procedimentos de asseio basilares. Mais que isso, todo esse processo requer investimentos vultuosos, da ordem de R$ 1,3 bilhão na fase pré-operacional e R$ 80 milhões/mês na fase operacional.
(...)
O Brasil tem hoje 237 cidades, em todas as regiões, com coleta seletiva de lixo. Parece pouco diante do universo de 5.560 sob a bandeira verde-amarela, mas a curva é ascendente e os números otimistas. Ainda mais se observados os estímulos à reciclagem, que invariavelmente caminham junto com a coleta seletiva. Os dados mais significativos quanto à reciclagem podem ser sintetizados a seguir:
• a taxa de recuperação de papéis recicláveis evoluiu de 30,7%, em 1980, para 43,9%, em 2002;
• a reciclagem de plásticos pós-consumo é da ordem de 17,5, sendo que, na Grande São Paulo, o índice é de 15,8% e, no Rio Grande do Sul, é da ordem de 27,6%;
• a reciclagem de embalagens PET cresceu de 16,25%, em 1994, para 35%, em 2002;
• a reciclagem das embalagens de vidro cresceu de 42% para 45% entre 2001 e 2003;
• o índice de reciclagem de latas de aço para bebidas evolui de 43%, em 2001, para 75%, em 2003.
(Texto adaptado de http://noticias.ambientebrasil.com.br/exclusivas/2005/06/28/19786-exclusivo-destinacao-correta-dos-residuos)


Você sabe a diferença entre lixão, aterro controlado e aterro sanitário?

Um lixão é uma área de disposição final de resíduos sólidos sem nenhuma preparação anterior do solo. Não tem sistema de tratamento de fluentes líquidos – o chorume (líquido preto que escorre do lixo). Este penetra pela terra levando substâncias contaminantes para o solo e para o lençol freático. (...) No lixão, o lixo fica exposto sem nenhum procedimento que evite as consequências ambientais e sociais negativas.
Já o aterro controlado (...) é uma célula adjacente ao lixão (...) que recebeu cobertura de argila, grama (idealmente selad o com manta impermeável para proteger a pilha de água de chuva), captação de chorume e gás. (...) Tem também recirculação do chorume que é coletado e levado para cima da pilha do lixo, diminuindo a sua absorção pela terra ou eventualmente outro tipo de tratamento. (...)
Aterro sanitário (...) tem o terreno preparado previamente com o nivelamento de terra e com o selamento da base com argila e mantas de PVC extremamente resistente. Com essa impermeabilização do solo, o lençol freático não será contaminado pelo chorume. (...) A operação do aterro sanitário, assim como a do aterro controlado, prevê a cobertura diária do lixo, não ocorrendo a proliferação de vetores, mau cheiro e poluição visual.


GÊNERO TEXTUAL - RESPOSTA INTERPRETATIVA ARGUMENTATIVA

Redija, em até 15 linhas, uma resposta interpretativa, que indique quais são as formas de tratamento dos resíduos urbanos no Brasil, definindo aquela(s) que melhor atenda(m) as cidades atualmente.


Exemplo de resposta:
            As formas de tratamento de resíduos urbanos no Brasil são: reciclagem, aterro sanitário, aterro controlado e lixão. Os aterros, embora melhores que o lixão que prejudica a natureza, são caros para um país pobre como o nosso e levaria muito tempo para serem instalados em todas as cidades. Ainda mais o aterro sanitário que tem uma cobertura com um material PVC, enquanto o aterro controlado impede apenas que vetores, como aves e insetos se instalem nos depósitos.
            Por isso, a melhor forma de tratamento de resíduos urbanos atualmente no país é a reciclagem que parte da coleta seletiva, gerando renda familiar e protegendo a natureza. Além de todas essas formas de tratar os lixos, há a incineração que consiste na queima de lixos e não foi citada na coletânea, mas que é uma prática comum e prejudica bastante a natureza, ao contrário da reciclagem.  

Carta Pessoal: o que é e como se faz

Carta Pessoal
Carta Pessoal é o tipo de carta que utilizamos para manter contato com pessoas mais íntimas (pessoas mais próximas). Assim, a carta pessoal deve ter:
- 1° pessoa do singular
- Uma posição social definida
- Linguagem coloquial dependendo do grau de intimidade
- Uso do vocativo (ex. Caro, Meu querido, Querido amigo, Caro senhor, Estimado fulano... etc.)
- Depois do vocativo uso de (, ou :) vírgula ou dois pontos
- A despedida também pode variar de acordo com o grau de intimidade. (Ex. Cordialmente, Atenciosamente, Até em breve, Adeus etc.)

                    Caros Mário e Lourdes,

                    Agradeço muito o convite para a sua festa na próxima sexta-feira. É claro que ficarei encantada em comparecer. Você acha que haveria algum problema se levasse o meu irmão que estará hospedado em casa por essa época? Achei que não haveria problema, mas caso haja, por favor, ligue para mim.

                    Agradeço muito por ter-se lembrado de mim,

                    Afetuosamente,

                    Viviane  


Resumo
Resumir significa reduzir em termos breves e precisos as partes essenciais de um texto. Existem 3 tipos de resumos; resumo indicativo (que é o resumo pedido no PAS, ENEM  e vestibulares), resumo informativo ( que é o tipo de resumo que informa as características do tema, como o processo, metodologia e resultados, também conhecido como summary) e o resumo crítico ou resenha ( esse tipo apresenta análise critica).
Vamos tratar aqui do resumo indicativo. Então para fazer um resumo você precisa:
- Fazer uma leitura atenta do texto que você vai resumir
- Selecionar as idéias principais
- Encontras as palavras-chave
- Resumir os parágrafos do texto separadamente e em seguida resumir todo o texto


O resumo indicativo deve ter:
- Todas as idéias principais do texto
- Suas próprias palavras (Parafrasear)
- Seqüência lógica entre os parágrafos
- Períodos curtos
- Elementos coesivos (conjunções e preposições)




O resumo indicativo não deve ter:
- Título
- Aspas ou cópias de qualquer espécie
- Detalhes ou exemplos
- Mais que 1 parágrafo
- Opinião do autor do resumo


por Alisson Yamakawa

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Artigo de Opinião: o que é e como se faz





O artigo de opinião é um gênero argumentativo pertencente ao âmbito jornalístico e tem por finalidade expressar pontos de vista sobre assuntos da atualidade. O autor de um artigo de opinião procura defender as suas idéias através de argumentos coerentes e admissíveis. Esse gênero é encontrado em revistas, jornais e na Internet, geralmente escrito por colunistas, jornalistas ou colaboradores da redação de um jornal e tratam de questões controversas e polemicas. Por isso, é fundamental que os autores de um artigo de opinião defendam o seu ponto de vista por meio de informações concretas para que dêem credibilidade ao texto. É válido lembrar também que, as opiniões manifestas em um artigo de opinião são de total responsabilidade do autor, e freqüentemente elas refletem a posição do editorial sobre o assunto tratado.
É importante observar que, o artigo de opinião tem como característica principal a argumentação e a persuasão. Assim, a linguagem desse tipo de texto é mais simples e objetiva, pois ela pretende atingir a todos os leitores. A organização dos argumentos é fundamental para sustentar a opinião, para tanto ela deve ser articulada com o uso de elementos coesivos (observar tabela de elementos coesivos) de modo que haja uma progressão textual, mantendo-se sempre favorável ou contrário ao assunto abordado. A organização desse tipo de texto resume-se em uma negociação constante com argumentos e contra-argumentos, a fim de desconstruir as conjecturas levantadas por outro. Veja um exemplo:
Desordem e progresso

Fulano de Tal

É condenável a atitude que grande parte da sociedade desempenha no que diz respeito à preservação do meio ambiente. Apesar dos inúmeros desastres ecológicos que ocorrem com demasiada freqüência, a população continua “cega” e o pior é que essa cegueira é por opção.
Não sou especialista no assunto, mas não é preciso que o seja para perceber que o Planeta não anda bem. Tsunamis, terremotos, derretimento de geleiras, entre outros fenômenos, assustam a população terrestre, principalmente nos países desenvolvidos – maiores poluidores do Planeta – seria isso mera coincidência? Ou talvez a mais clara resposta da natureza contra o descaso com o futuro da Terra? Acredito na segunda opção.
Enquanto o homem imbuído de ganância se empenha numa busca frenética pelo progresso, o tempo passa e a situação adquire proporções alarmantes. Onde está o tal desenvolvimento sustentável que é – ou era – primordial? Sabemos que o progresso é inevitável e indispensável para que uma sociedade se desenvolva e atinja o estágio clímax de suas potencialidades, mas vale a pena conquistar esse progresso às custas da destruição da fauna, da flora, da qualidade de vida que a natureza nos proporciona?
Não podemos continuar cegos diante dessa realidade. Somos seres racionais em pleno exercício de nossas faculdades, não temos o direito de nos destruirmos em troca de cédulas com valores monetários que ironicamente estampam espécies animais em seus versos. Progresso e natureza podem, sim, coexistir, mas para isso, é preciso que nós – população terrestre – nos conscientizemos de nossa responsabilidade sobre o lugar que habitamos e ponhamos em prática o que na teoria parece funcionar.
*Redação produzida por aluno da CENTRAL DE CURSOS-CURRAIS NOVOS/RN, dentro do Projeto de Incentivo à Leitura/2008.



O artigo de opinião precisa ter refutação, ou seja, contestar alguma idéia com argumentos e provas, ter um contra-argumento acerca daquilo que foi dito por outrem. Para tanto, o autor de um artigo de opinião deve ter, como o próprio nome já diz, uma opinião formada sobre o assunto, de modo que ele consiga propor bons argumentos.
A sustentação dos argumentos dá-se através do encadeamento de provas e idéias bem articuladas. O autor também pode usar perguntas retóricas para justificar o seu posicionamento ideológico no texto, pois perguntas, muitas vezes são mais persuasivas que sentenças afirmativas. Mas, lembre-se que são perguntas retóricas, então você deve responder todas as perguntas durante o desenvolvimento do seu texto.
Como você pode observar no exemplo acima, o texto incorpora determinado ponto de vista numa aparente conciliação através do uso de perguntas para desconstruir as idéias contrárias. O uso de tais recursos apenas enriquece o texto e colabora para defesa do ponto de vista do autor. Para desenvolver um artigo de opinião você deve estar atento para os seguintes aspectos:
- Ter conhecimento sobre o assunto abordado;
- Usar outros textos como referencia, este pode ser a favor ou contrário ao seu ponto de vista;
- Anote os argumentos usados pelo articulista para você empregá-los depois;
- Use alguns desses argumentos em seu texto, em forma de citação para dar maior credibilidade, tanto melhor se elas vierem de um especialista no assunto;
- Justifique e exemplifique os seus argumentos;
- Ofereça uma solução para o problema ao final do parágrafo.

ESTAMOS COM FOME DE AMOR!!!!
Arnaldo Jabor
Uma vez Renato Russo disse com uma sabedoria ímpar: "Digam o que disserem, o mal do século é a solidão" Pretensiosamente digo que
assino em baixo sem dúvida alguma. Parem pra notar, os sinais estão
batendo em nossa cara todos os dias.

Baladas recheadas de garotas lindas, com roupas cada vez mais micros e
transparentes, danças e poses em closes ginecológicos, chegam sozinhas e saem sozinhas.

Empresários, advogados, engenheiros que estudaram, trabalharam,
alcançaram sucesso profissional e, sozinhos. Tem mulher contratando homem para dançar com elas em bailes, os novíssimos "personal dance", incrível. E não é só isso não, se fosse, era resolvido fácil, alguém duvida?

Estamos é com carência de passear de mãos dadas, dar e receber carinho
sem necessariamente ter que depois mostrar performances dignas de um atleta olímpico, fazer um jantar pra quem você gosta e depois saber que vão "apenas" dormirem abraçados, sabe essas coisas simples que perdemos nessa marcha de uma evolução cega. Pode fazer tudo, desde que não interrompa a carreira, a produção.

Tornamos-nos máquinas e agora estamos desesperados por não saber como
voltar a "sentir", só isso, algo tão simples que a cada dia fica tão distante de nós.

Quem duvida do que estou dizendo, dá uma olhada no site de
relacionamentos ORKUT, o número que comunidades como: "Quero um amor pra vida toda!", "Eu sou pra casar!" até a desesperançada "Nasci pra ser sozinho!"

Unindo milhares ou melhor milhões de solitários em meio a uma multidão
de rostos cada vez mais estranhos, plásticos, quase etéreos e inacessíveis.

Vivemos cada vez mais tempo, retardamos o envelhecimento e estamos a
cada dia mais belos e mais sozinhos. Sei que estou parecendo o solteirão infeliz, mas pelo contrário, pra chegar a escrever essas bobagens (mais que verdadeiras) é preciso encarar os fantasmas de frente e aceitar essa verdade de cara limpa.

Todo mundo quer ter alguém ao seu lado, mas hoje em dia é feio,
démodé, brega. Alô gente! Felicidade, amor, todas essas emoções nos fazem parecer ridículos, abobalhados, e daí? Seja ridículo, não seja frustrado, "pague mico", saia gritando e falando bobagens, você vai descobrir mais cedo ou mais tarde que o tempo pra ser feliz é curto, e cada instante que vai embora não volta mais (estou muito brega!), aquela pessoa que passou hoje por você na rua, talvez nunca mais volte a vê-la, quem sabe ali estivesse a oportunidade de um sorriso à dois.

Quem disse que ser adulto é ser ranzinza, um ditado tibetano diz que
se um problema é grande demais, não pense nele e se ele é pequeno demais, pra quê pensar nele. Dá pra ser um homem de negócios e tomar iogurte com o dedo ou uma advogada de sucesso que adora rir de si mesma por ser estabanada; o que realmente não dá é continuarmos achando que viver é out, que o vento não pode desmanchar o nosso cabelo ou que eu não posso me aventurar a dizer pra alguém: "vamos ter bons e maus momentos e uma hora ou outra, um dos dois ou quem sabe os dois, vão querer pular fora, mas se eu não pedir que fique comigo tenho certeza de que vou me arrepender pelo resto da vida".

Antes idiota que infeliz!
Disponível em: http://mariocortezportugues.spaceblog.com.br/683002/EXEMPLO-DE-ARTIGO-DE-OPINIAO-EXCELENTE/ > último acesso em 13/09/11


A estrutura de um artigo de opinião
a)      Título (a escolha do título deve ser original atraente e resumir toda a idéia central do texto);
b)      Contextualização e apresentação do tema em discussão (ex. “É condenável a atitude que grande parte da sociedade desempenha no que diz respeito à preservação do meio ambiente”);
c)       Posicionamento ideológico deve vir expresso no primeiro parágrafo;
d)      Explicitação da questão em discussão;
e)      Utilização de argumentos que sustentem a posição assumida;
f)       Utilização de argumentos que refutem a posição contrária;
g)      Retomada da posição assumida ou posicionamento mais enfático;
h)      Proposta ou possibilidade de solução do problema;
i)        Conclusão
LISTA DE CONECTIVOS
Adição, continuação:
além disso, demais, ademais, outrossim, ainda mais, ainda cima, por outro lado, também, e, nem, não só … mas também, não só… como também, não apenas … como também, não só … bem como, com, ou (quando não for excludente).
Contraste, oposição, restrição, ressalva:
pelo contrário, em contraste com, salvo, exceto, menos, mas, contudo, todavia, entretanto, no entanto, embora, apesar de, ainda que, mesmo que, posto que, posto, conquanto, se bem que, por mais que, por menos que, só que, ao passo que, em contrapartida
Causa e conseqüência. Explicação:
por conseqüência, por conseguinte, como resultado, por isso, por causa de, em virtude de, assim, de fato, com efeito, tão (tanto, tamanho) … que, porque, porquanto, pois, já que, uma vez que, visto que, como (= porque), portanto, logo, que (= porque), de tal sorte que, de tal forma que, haja vista.
Resumo, recapitulação, conclusão:
em suma, em síntese, em conclusão, enfim, em resumo, portanto, assim, dessa forma, dessa maneira, desse modo, logo, pois (entre vírgulas), dessarte, destarte, assim sendo

Lugar, proximidade, distância:
perto de, próximo a ou de, junto a ou de, dentro, fora, mais adiante, aqui, além, acolá, lá, ali, este, esta, isto, esse, essa, isso, aquele, aquela, aquilo, ante, a.
Propósito, intenção, finalidade:
com o fim de, a fim de, com o propósito de, com a finalidade de, com o intuito de, para que, a fim de que, para, ao propósito

Ilustração, esclarecimento:
por exemplo, só para ilustrar, só para exemplificar, isto é, quer dizer, em outras palavras, ou por outra, a saber, ou seja, aliás.
Surpresa, imprevisto:
inesperadamente, inopinadamente, de súbito, subitamente, de repente, imprevistamente, surpreendentemente.
Certeza, ênfase:
decerto, por certo, certamente, indubitavelmente, inquestionavelmente, sem dúvida, inegavelmente, com toda a certeza.
Dúvida:
talvez provavelmente, possivelmente, quiçá, quem sabe, é provável, não é certo, se é que.
Idéias alternativas
Ou, ou… ou, quer… quer, ora… ora
Condição, hipótese:
se, caso, eventualmente.
Semelhança, comparação, conformidade:
igualmente, da mesma forma, assim também, do mesmo modo, similarmente, semelhantemente, analogamente, por analogia, de maneira idêntica, de conformidade com, de acordo com, segundo, conforme, sob o mesmo ponto de vista, tal qual, tanto quanto, como, assim como, como se, bem como.
Prioridade, relevância:
em primeiro lugar, antes de mais nada, antes de tudo, em princípio, primeiramente, acima de tudo, precipuamente, principalmente, primordialmente, sobretudo.
Tempo
então, enfim, logo, logo depois, imediatamente, logo após, a princípio, no momento em que, pouco antes, pouco depois, anteriormente, posteriormente, em seguida, afinal, por fim, finalmente agora atualmente, hoje, freqüentemente, constantemente às vezes, eventualmente, por vezes, ocasionalmente, sempre, raramente, não raro, ao mesmo tempo, simultaneamente, nesse ínterim, nesse meio tempo, nesse hiato, enquanto, quando, antes que, depois que, logo que, sempre que, assim que, desde que, todas as vezes que, cada vez que, apenas, já, mal, nem bem.


Esquema elaborado por: Alisson Yamakawa