segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015
quinta-feira, 14 de março de 2013
Resumo: o que é e como se faz
O resumo é um gênero textual bastante
comum na esfera acadêmica, escolar e científica. Resumir significa reduzir em
termos breves e precisos as partes essenciais de um texto. Existem três tipos
de resumos; resumo indicativo (que é o resumo pedido no PAS, ENEM e
vestibulares), resumo informativo ( que é o tipo de resumo que informa as
características do tema, como o processo, metodologia e resultados, também
conhecido como summary) e o resumo crítico ou resenha ( esse tipo apresenta
análise critica). Um resumo sintetiza as principais idéias apresentadas em um
texto, sempre de forma objetiva.
Veja
agora um exemplo do resumo de “Senhora”, de José de Alencar:
De
qualquer modo, publicado em 1875, "Senhora" traz características
inequivocamente românticas, como se pode ver pelo núcleo de seu enredo, simples,
atrelado aos esquematismos dos dramas de amor do Romantismo: Aurélia Camargo,
filha de uma pobre costureira, apaixonou-se por Fernando Seixas, a quem
namorou. Este, porém, desfez a relação, movido pela vontade se casar com uma
moça rica, Adelaide Amaral.
Passado algum tempo, Aurélia, já
órfã, recebe uma grande herança do avô e ascende na escala social. Ainda
ressentida com o antigo namorado, resolve vingar-se dele. Sabendo que Fernando,
ainda solteiro, andava em dificuldades financeiras, resolve comprá-lo para
marido. Na época, o Segundo Reinado, vigora o regime de casamento dotal, em que
o pai da noiva (ou, no caso, ela mesma) deveria dar um dote ao futuro marido.
Assim, através de um procurador,
Fernando recebe uma proposta de casamento e a aceita sem saber exatamente com
quem se casará - interessa-lhe apenas o dinheiro, cem contos de réis, que vai
receber por isso. Ao descobrir que sua noiva é Aurélia, Fernando se sente um
felizardo, pois, na verdade, nunca deixara de amá-la. E abre seu coração para
ela.
A jovem, porém, na noite de
núpcias, deixa claro: "comprou-o" para representar o papel de marido
que uma mulher na sua posição social deve ter. Dormirão em quartos separados.
Aurélia não só não pretende entregar-se a ele, como aproveita as oportunidades
que o cotidiano lhe oferece para criticá-lo com ironia. Durante meses, uma
relação conjugal marcada pelas ofensas e o sarcasmo se desenvolve entre os
dois.
Fernando, todavia, trabalha e
realiza um negócio que lhe permite levantar o dinheiro que devia a Aurélia.
Desse modo, propõe-se a restituir-lhe a quantia em troca da separação.
Considerando o gesto uma prova da regeneração de Fernando, Aurélia, que nunca
deixara de amá-lo, é vencida pelo amor. Ao receber o dinheiro, entrega-lhe a
chave de seu quarto e o casamento se consuma, afinal.
http://vestibular.uol.com.br/resumos-de-livros/senhora.jhtm
Como
fazer um resumo?
Primeiramente,
tenha em consideração os seguintes elementos:
ler
atentamente o texto a ser resumido, assinalando nele as idéias que forem
parecendo significativas à primeira leitura;
identificar
o gênero a que pertence o texto (uma narrativa, um texto opinativo, uma
receita, um discurso político, um relato cômico, um diálogo, etc.
identificar
a idéia principal (às vezes, essa identificação demanda seleções sucessivas,
como nos concursos de beleza...);
identificar
a organização - articulações e movimento - do texto (o modo como as idéias
secundárias se ligam logicamente à principal);
identificar
as idéias secundárias e agrupá-las em subconjuntos (por exemplo: segundo sua
ligação com a principal, quando houver diferentes níveis de importância;
segundo pontos em comum, quando se perceberem subtemas);
identificar
os principais recursos utilizados (exemplos, comparações e outras vozes que
ajudam a entender o texto, mas que não devem constar no resumo formal, apenas
no livre, quando necessário);
esquematizar
o resultado desse processamento;
Feito
isso você pode começar a desenvolver o seu texto. Olhe abaixo outro exemplo de
um bom resumo:
No
resumo da novela Carrossel desta quinta, 14/02: Renê ajuda Helena com os
desenhos dos alunos.Ele aproveita para convidá-la para sair. Suzana observa a
conversa. Helena aceita o convite do professor, que afirma que a espera na
sorveteria.
Manipuladora,
Suzana diz a Olívia que está preocupada com os alunos de Helena, pois eles
estão sempre largados, a professora não passa a matéria. Olívia chama Helena
para uma conversa na diretoria, diz que a professora se mostra excessivamente
generosa com os alunos e eles se aproveitam dela.
Olívia
diz que aplicará um teste nos alunos de Helena e entrega a matéria à
professora. A diretora pede um relatório extenso a Helena sobre as atividades e
o comportamento dos alunos.
A
diretora chama Suzana em sua sala e agradece ao conselho. Suzana vai à sala de
música e diz que sente a falta de conversar com Renê. Suzana pergunta ao
professor se ele vai mesmo sair com Helena, pois na última hora ela vai
inventar uma desculpa.
Suzana
afirma a Renê que ele tem que gostar de quem gosta dele. Helena diz a Jaime que
precisa falar com o pai dele. Suzana mexe nas coisas de Helena, ela desliga o
celular da professora. Olívia pressiona Helena sobre o relatório.
Helena
questiona Olívia se ela tem motivos para desconfiar de seu trabalho. Renê está
na sorveteria e aguarda Helena. Helena comenta com Rafael que Jaime precisa se
esforçar para o teste que Olívia vai aplicar.
Renê
tenta telefonar para Helena, mas ela não atende. Helena se lembra do
compromisso com Renê, seu celular está desligado, ela estranha. A professora
tenta ligar para Renê, mas propositalmente ele não atende. Jaime deixa de
estudar para ir jogar futebol. Ele sai às escondidas do pai.
http://resumo-das-novelas.com/proximos-capitulos-da-novela/resumo-da-novela-carrossel-resumo-dos-capitulos-de-carrossel/
Agora,
aqui vai uma lista dos erros mais comuns de alunos do Ensino Médio ao comporem
o seu resumo:
a. Titulo
b. Citação ou uso de aspas
c. Opinião
d. Detalhes ou exemplos
e. Texto longo ou com mais de um parágrafo
Compare
esses dois exemplos do romance de Machado de Assis, “Dom Casmurro”:
Resumo
bom
Dona
Gloria, uma mulher muito religiosa, tinha perdido o primeiro filho e o segundo
se sobrevivesse seria padre. Esse ambiente é onde cresce Bentinho, filho de D.
Gloria, o protagonista de D. Casmurro. Desde criança ele fora preparado para a
ordenação, mas Bentinho, apesar de toda a insistência da família não queria se
tornar padre. Uma das razões para isso é que subitamente ele descobre que tem
sentimentos pela vizinha e sua amiga, Capitu. Apesar de tentarem de tudo para
impedir a ida de Bentinho ao seminário chega o momento da separação. Lá onde
Bentinho conhece Escobar, um colega de seminário. Escobar dá a ideia a Bentinho
de como afastar-se do seminário sem quebrar a promessa feita por sua mãe.
Assim, Bentinho pôde voltar para casa e se casar com Capitu. Ao passo que
Escobar,
que também desiste do seminário se casa com a melhor amiga de Capitu, Sancha.
Os dois casais mantinham boas relações até a morte de Escobar. Bentinho fica
enciumado do modo como Capitu olha para o defunto Escobar. Deste momento em
diante as suspeitas
começam
e o ciúme aumenta. Bentinho, inclusive suspeita da paternidade de Ezequiel,
filho de Capitu. E cada vez mais Bentinho enxerga o velho amigo, Escobar
Ezequiel no menino Ezequiel. Por fim, o casal se separa, mesmo que Bento
tivesse uma prova cabal do adultério. Capitu e Ezequiel partem para o exterior
onde passam o resto das vidas. Recluso, Bentinho vira Dom Casmurro, um velho
aborrecido e cheio de si. Sozinho, começa a contar sua história organizando os
fatos de modo a provar a culpa de Capitu.
Resumo
ruim
Dom
Casmurro
Capitolina
e Bentinho cresceram juntos e desde pequenos eram “apaixonados” um pelo outro.
D. Glória (a mãe de Bentinho) havia feito uma promessa de que o seu filho se
tornaria padre. O menino com o passar dos anos foi se apaixonando cada vez mais
por Capitu (apelido atribuído a Capitolina) e mesmo após ter ido ao seminário
tentando fazer a vontade da mãe desistiu da ideia e resolveu assumir o romance.
Capitu,
que também era apaixonada por Bentinho aceita o pedido de casamento. Então
nasce um filho dessa união chamado Ezequiel (uma homenagem a um grande amigo de
Bentinho). Através desse menino o casamento enfrenta problemas, pois Bentinho
imagina que o filho seria de Escobar, o seu amigo e não dele, por ele ser
extremamente parecido com o falecido amigo.
O ciúme
de Bentinho faz com que ele quase mate Ezequiel de tanto ódio, mas por fim isso
não acontece e paira uma duvida no ar “teria Capitu traído ou não o marido?”.
Qualquer leitor consciente responderia sim a esta pergunta, pois no romance
tudo indica que Capitu, uma mulher dissimulada e muito esperta tenha se
apaixonado pelo amigo de Bentinho e dessa traição teria nascido o pequeno
Ezequiel, a cena da mulher deitada no caixão de Escobar já diz e comprovam
todas essas supostas dúvidas.
Agora
que você aprendeu como fazer resumos, vamos praticar? Antes de começar a
escrever os seus textos, releia com atenção os passos para se escrever um bom
resumo indicativo. Com base nos textos abaixo, redija em até 15 linhas e 150
palavras dois resumos indicativos.
Texto 1
- Domingos Pellegrini
O
sorriso do morto
Até para
a família não pensar que desprezei o morto, conforme o costume fui à beira do
caixão e contemplei sua face.
O morto
estava horizontalmente morto. Quietamente morto. Cerosamente morto, com a cor
de parafina velha dos mortos.
Mas
sorria. Sim, o morto sorria. Não o sorriso aberto dos vivos, mas um sorriso
sutil, talvez até irônico, como se levemente debochando daquilo tudo, as caras
compungidas, as conversas em surdina, tantas flores murchando, as assinaturas
comparecendo no livro de presença.
Dos
presentes ali, só o morto estava ausente, mas por causa dele todos ali estavam
– seria por isso o sorriso?
A viúva
conversava com outra viúva, com gestos tão vivos que se traduziam: o que fazer
depois do enterro, papelada a providenciar, cuidado com os cartões de crédito,
podem ser um alívio, desde que se tenha a senha, ou um transtorno de anos na
mão da Justiça e dos bancos!
Eu
interpretava seus gestos, quando um dos filhos me perguntou: eu conhecia seu
pai daonde?
Ah,
contei, de muito tempo atrás, fomos colegas de escola.
Ele
sorriu como o morto sorria em vida, e me abraçou, sussurrando que o pai decerto
estava feliz de me ver ali.
Seria
por isso que o morto sorria? Por rever velhos colegas, reunir na morte os
amigos que a vida não reunia? Então vi, num canto, a primeira namorada do
morto, nossa colega de colégio, agora senhora com seus decoros. Trocamos olhar,
onde vi uma chispa adolescente, e fui até ela.
Logo
rimos dos tempos de colégio, relatamos a vida em poucas palavras, e enfim
passamos para as confidências. O morto parecia sorrir, não? Sim, ela concordou:
– E deve
ser por estar contente comigo.
Claro
que perguntei porque, ela suspirou:
– Ah,
porque tive coragem de vir.
Suspirou
de novo, olhou para os lados e enfim sussurrou:
– Não
fui apenas a primeira namorada dele, fui também sua melhor amiga a vida toda...
Fiquei
sem palavras, mas ela continuou:
– A
gente se encontrava só pra falar da vida, só isso mesmo. Ele dizia que ela e
eles (lançou olhar para a viúva e seus filhos) nunca iam entender. Então a
gente manteve nossa “amizedo”, como ele dizia, nossa amizade em segredo, quase
meio século!...
Choramingou
no lenço, olhou em volta e continuou:
– Era
tão bom! Cada um era confidente e conselheiro do outro. Ele dizia que preferia
me pagar jantar em motel do que pagar psicanalista! E...
Chegou
um paletó bem engravatado, ela apresentou, era seu marido, e fomos para o
enterro. A certa altura, depois que o caixão baixou e o marido estava
distraído, ela sussurrou:
– Era só
amizade, viu? Motel era só por discrição, ou, como ele dizia, necessidade
estrita de puro sigilo.
Era bem
o estilo do morto, “necessidade estrita de puro sigilo”. Certa vez, acendendo a
churrasqueira, ele mostrou um punhado de gravetos, dizendo que eram “apetrechos
indispensáveis para alcançar rapidamente o fim almejado”.
Ela
sussurrou: – E tudo fique entre nós!
Só
balancei a cabeça concordando, claro.
Afinal,
se não podia contar aquilo nem para outros amigos, ao menos eu sabia porque o
morto sorria.
http://www.gazetadopovo.com.br/colunistas/conteudo.phtml?tl=1&id=1341609&tit=O-sorriso-do-morto
Texto 2
- José Bento Renato Monteiro Lobato (Taubaté, 18 de abril de 1882 – São Paulo,
4 de julho de 1948)[1] foi um dos mais influentes escritores brasileiros do
século XX. Foi um importante editor de livros inéditos e autor de importantes
traduções. Seguido a seu precursor Figueiredo Pimentel ("Contos da
Carochinha") da literatura infantil brasileira, ficou popularmente
conhecido pelo conjunto educativo de sua obra de livros infantis, que constitui
aproximadamente a metade da sua produção literária. A outra metade, consistindo
de contos (geralmente sobre temas brasileiros), artigos, críticas, crônicas,
prefácios, cartas, um livro sobre a importância do petróleo e do ferro, e um
único romance, O Presidente Negro, o qual não alcançou a mesma popularidade que
suas obras para crianças, que entre as mais famosas destaca-se Reinações de
Narizinho (1931), Caçadas de Pedrinho (1933) e O Picapau Amarelo (1939).
Contista,
ensaísta e tradutor, este grande nome da literatura brasileira nasceu na cidade
de Taubaté, interior de São Paulo, no ano de 1882. Formado em Direito, atuou
como promotor público até se tornar fazendeiro, após receber herança deixada
pelo avô. Diante de um novo estilo de vida, Lobato passou a publicar seus
primeiros contos em jornais e revistas, sendo que, posteriormente, reuniu uma
série deles em Urupês, obra prima deste famoso escritor.
Em uma
época em que os livros brasileiros eram editados em Paris ou Lisboa, Monteiro
Lobato tornou-se também editor, passando a editar livros também no Brasil. Com
isso, ele implantou uma série de renovações nos livros didáticos e infantis.
Este
notável escritor é bastante conhecido entre as crianças, pois se dedicou a um
estilo de escrita com linguagem simples onde realidade e fantasia estão lado a
lado. Pode-se dizer que ele foi o precursor da literatura infantil no Brasil.
Suas
personagens mais conhecidas são: Emília, uma boneca de pano com sentimento e
idéias independentes; Pedrinho, personagem que o autor se identifica quando
criança; Visconde de Sabugosa, a sabia espiga de milho que tem atitudes de adulto,
Cuca, vilã que aterroriza a todos do sítio, Saci Pererê e outras personagens
que fazem parte da inesquecível obra: O Sítio do Pica-Pau Amarelo, que até hoje
encanta muitas crianças e adultos.
Escreveu
ainda outras incríveis obras infantis, como: A Menina do Nariz Arrebitado, O
Saci, Fábulas do Marquês de Rabicó, Aventuras do Príncipe, Noivado de
Narizinho, O Pó de Pirlimpimpim, Reinações de Narizinho, As Caçadas de
Pedrinho, Emília no País da Gramática, Memórias da Emília, O Poço do Visconde,
O Pica-Pau Amarelo e A Chave do Tamanho.
Fora os
livros infantis, este escritor brasileiro escreveu outras obras literárias,
tais como: O Choque das Raças, Urupês, A Barca de Gleyre e o Escândalo do
Petróleo. Neste último livro, demonstra todo seu nacionalismo, posicionando-se
totalmente favorável a exploração do petróleo apenas por empresas brasileiras.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Monteiro_Lobato#Bibliografia
sábado, 22 de setembro de 2012
Resposta interpretativo-argumentativa: o que é e como se faz
Por
incrível que possa parecer, em uma resposta interpretativo-argumentativa,o
escritor precisa justamente responder a uma pergunta. Parece óbvio, mas é
sempre importante prestar muita atenção no comando de produção. Mande a
preguiça embora e leia-o uma, duas, três, ou quantas vezes forem necessárias
até que se compreenda inteiramente tudo o que ele pede.
Depois de compreendida a questão, é
chegada a hora de sublinhar os pontos principais a serem respondidos. Isso é
importante para manter o foco de sua resposta e ajuda a não esquecer cada
questão que deve ser respondida.
Elabore sua resposta de maneira mais
completa possível, deixando claro seu posicionamento frente à temática
discutida, pois, afinal, nenhum leitor será capaz de entrar em sua mente para
descobrir o que você quis ou não dizer em uma frase ou outra.
Suas ideias devem estar claras e a
sua opinião deve ser marcada de forma efetiva, por isso, “ficar em cima do
muro” do não é uma opção positiva. Assim como não o é o uso de expressões como:
(1) em minha opinião, (2) sim, eu concordo ou (3) não, eu não concordo. Primeiramente, se
se trata de uma pergunta e você está elaborando uma resposta para a mesma, é
uma questão de lógica estar sendo expressa a sua opinião. Em segundo lugar, as
expressões 2 e 3 “enfeiam” a sua redação, dando a sensação de vocabulário
empobrecido, já que a exposição da opinião foi fracamente elaborada. É de
extrema importância impressionar o seu leitor e convencê-lo de sua opinião,
pois mostra que você, redator, de fato domina o assunto em questão.
Interpretar
um texto significa mostrar que pôde compreendê-lo e que é capaz de dialogar com
sua temática, relacionando-o até mesmo com assuntos externos ao texto. Já
argumentar, significa fundamentar, justificar sua resposta. Dizer sim, não ou
mesmo que o texto disse, não é suficiente. Quem ler sua redação vai sim querer
saber o que você pensa, mas também quererá saber o por quê de sua opinião.
Imagine
a situação hipotética na qual uma adolescente na faixa dos 15 anos de idade,
quer muito ir a um show em um sábado à noite, mas tem pais são muito rigorosos
e conservadores que não a deixa ir a “baladas” frequentemente. A menina então
se aproxima da mãe e diz: “Mãe, eu quero muito ir ao show de sábado à noite,
porque todas as minhas amigas irão e eu tenho certeza, de que a senhora também
ia a shows quando tinha a minha idade”.
Apesar
de esta personagem hipotética representar uma adolescente comum do ensino médio
e que, provavelmente, tenha algumas dificuldades durante as aulas de produção
textual em sua escola, ela faz uma argumentação completa, onde expõe o fato desejado,
explicando o porquê de tal desejo e mais, justifica-o não apenas com um, mas
com dois argumentos. Perceba como a argumentação não é algo tão distante de
nossa realidade, de tal forma que está presente até mesmo em situações tão
corriqueiras.
Outra
questão importante para que se produza uma resposta
interpretativo-argumentativa bem elaborada é: corra dos clichês e frases
feitas. Eles não são uma boa opção para fundamentar seu texto em contexto
algum. Na verdade, este tipo de recurso torna a sua interpretação vaga e sem
propósito objetivo.
E,
por fim, sempre organize sua resposta de forma que, quem a ler, não precise da
pergunta para compreender seu raciocínio, a sua opinião. Ao se atentar a esta
dica, sua resposta ficará mais completa, proporcionando ao seu leitor uma
fluência bem melhor.
ATIVIDADE DE PRODUÇÃO
TEXTUAL
A coletânea de textos a seguir aborda a
temática O destino dos resíduos urbanos atualmente nas cidades. Tendo-a como apoio, redija os gêneros textuais solicitados.
Destinação correta dos resíduos
sólidos urbanos requer inicialmente investimentos da ordem de R$ 1,3 bilhão
Mônica Pinto
O Panorama dos Resíduos Sólidos no Brasil é
um estudo realizado pela Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e
Resíduos Especiais – Abrelpe – desde 2003. Em sua segunda edição, com dados
referentes ao ano de 2004, ele mostra que a questão do lixo no país demanda não
só vontade política para fazer andarem os projetos, para levar ao povo
procedimentos de asseio basilares. Mais que isso, todo esse processo requer
investimentos vultuosos, da ordem de R$ 1,3 bilhão na fase pré-operacional e R$
80 milhões/mês na fase operacional.
(...)
O Brasil tem hoje 237 cidades, em todas as
regiões, com coleta seletiva de lixo. Parece pouco diante do universo de 5.560
sob a bandeira verde-amarela, mas a curva é ascendente e os números otimistas.
Ainda mais se observados os estímulos à reciclagem, que invariavelmente
caminham junto com a coleta seletiva. Os dados mais significativos quanto à
reciclagem podem ser sintetizados a seguir:
• a
taxa de recuperação de papéis recicláveis evoluiu de 30,7%, em 1980, para
43,9%, em 2002;
• a reciclagem de plásticos pós-consumo é da
ordem de 17,5, sendo que, na Grande São Paulo, o índice é de 15,8% e, no Rio
Grande do Sul, é da ordem de 27,6%;
• a reciclagem de embalagens PET cresceu de
16,25%, em 1994, para 35%, em 2002;
• a reciclagem das embalagens de vidro
cresceu de 42% para 45% entre 2001 e 2003;
• o índice de reciclagem de latas de
aço para bebidas evolui de 43%, em 2001, para 75%, em 2003.
(Texto adaptado de
http://noticias.ambientebrasil.com.br/exclusivas/2005/06/28/19786-exclusivo-destinacao-correta-dos-residuos)
Você sabe a diferença
entre lixão, aterro controlado e aterro sanitário?
Um lixão
é uma área de disposição final de resíduos sólidos sem nenhuma preparação
anterior do solo. Não tem sistema de tratamento de fluentes líquidos – o
chorume (líquido preto que escorre do lixo). Este penetra pela terra levando
substâncias contaminantes para o solo e para o lençol freático. (...) No lixão,
o lixo fica exposto sem nenhum procedimento que evite as consequências
ambientais e sociais negativas.
Já o aterro
controlado (...) é uma célula adjacente ao lixão (...) que recebeu
cobertura de argila, grama (idealmente selad o com manta impermeável para proteger
a pilha de água de chuva), captação de chorume e gás. (...) Tem também
recirculação do chorume que é coletado e levado para cima da pilha do lixo,
diminuindo a sua absorção pela terra ou eventualmente outro tipo de tratamento.
(...)
Aterro sanitário (...) tem o terreno
preparado previamente com o nivelamento de terra e com o selamento da base com
argila e mantas de PVC extremamente resistente. Com essa impermeabilização do
solo, o lençol freático não será contaminado pelo chorume. (...) A operação do
aterro sanitário, assim como a do aterro controlado, prevê a cobertura diária
do lixo, não ocorrendo a proliferação de vetores, mau cheiro e poluição visual.
GÊNERO TEXTUAL - RESPOSTA INTERPRETATIVA ARGUMENTATIVA
Redija, em até 15
linhas, uma resposta interpretativa, que indique quais são as formas de
tratamento dos resíduos urbanos no Brasil, definindo aquela(s) que melhor
atenda(m) as cidades atualmente.
Exemplo de resposta:
As
formas de tratamento de resíduos urbanos no Brasil são: reciclagem, aterro
sanitário, aterro controlado e lixão. Os aterros, embora melhores que o lixão
que prejudica a natureza, são caros para um país pobre como o nosso e levaria
muito tempo para serem instalados em todas as cidades. Ainda mais o aterro
sanitário que tem uma cobertura com um material PVC, enquanto o aterro
controlado impede apenas que vetores, como aves e insetos se instalem nos
depósitos.
Por isso, a melhor forma de
tratamento de resíduos urbanos atualmente no país é a reciclagem que parte da
coleta seletiva, gerando renda familiar e protegendo a natureza. Além de todas
essas formas de tratar os lixos, há a incineração que consiste na queima de
lixos e não foi citada na coletânea, mas que é uma prática comum e prejudica
bastante a natureza, ao contrário da reciclagem.
Carta Pessoal: o que é e como se faz
Carta Pessoal
Carta Pessoal é o tipo de carta que utilizamos para manter
contato com pessoas mais íntimas (pessoas mais próximas). Assim, a carta
pessoal deve ter:
- 1° pessoa do singular
- Uma posição social definida
- Linguagem coloquial dependendo do grau de intimidade
- Uso do vocativo (ex. Caro, Meu querido, Querido amigo,
Caro senhor, Estimado fulano... etc.)
- Depois do vocativo uso de (, ou :) vírgula ou dois pontos
- A despedida também pode variar de acordo com o grau de intimidade.
(Ex. Cordialmente, Atenciosamente, Até em breve, Adeus etc.)
Caros Mário e Lourdes,Agradeço muito o convite para a sua festa na próxima sexta-feira. É claro que ficarei encantada em comparecer. Você acha que haveria algum problema se levasse o meu irmão que estará hospedado em casa por essa época? Achei que não haveria problema, mas caso haja, por favor, ligue para mim.Agradeço muito por ter-se lembrado de mim,Afetuosamente,Viviane |
Resumo
Resumir significa reduzir em termos breves e precisos as
partes essenciais de um texto. Existem 3 tipos de resumos; resumo indicativo
(que é o resumo pedido no PAS, ENEM e
vestibulares), resumo informativo ( que é o tipo de resumo que informa as
características do tema, como o processo, metodologia e resultados, também
conhecido como summary) e o resumo
crítico ou resenha ( esse tipo apresenta análise critica).
Vamos tratar aqui do resumo indicativo. Então para
fazer um resumo você precisa:
- Fazer uma leitura atenta do texto que você vai resumir
- Selecionar as idéias principais
- Encontras as palavras-chave
- Resumir os parágrafos do texto separadamente e em seguida
resumir todo o texto
O resumo indicativo deve
ter:
- Todas as idéias principais do texto
- Suas próprias palavras (Parafrasear)
- Seqüência lógica entre os parágrafos
- Períodos curtos
- Elementos coesivos (conjunções e preposições)
O resumo indicativo não
deve ter:
- Título
- Aspas ou cópias de qualquer espécie
- Detalhes ou exemplos
- Mais que 1 parágrafo
- Opinião do autor do resumo
por Alisson Yamakawa
por Alisson Yamakawa
sexta-feira, 21 de setembro de 2012
Artigo de Opinião: o que é e como se faz
O artigo de opinião é um gênero
argumentativo pertencente ao âmbito jornalístico e tem por finalidade expressar
pontos de vista sobre assuntos da atualidade. O autor de um artigo de opinião
procura defender as suas idéias através de argumentos coerentes e admissíveis. Esse
gênero é encontrado em revistas, jornais e na Internet, geralmente escrito por
colunistas, jornalistas ou colaboradores da redação de um jornal e tratam de
questões controversas e polemicas. Por isso, é fundamental que os autores de um
artigo de opinião defendam o seu ponto de vista por meio de informações
concretas para que dêem credibilidade ao texto. É válido lembrar também que, as
opiniões manifestas em um artigo de opinião são de total responsabilidade do
autor, e freqüentemente elas refletem a posição do editorial sobre o assunto
tratado.
É importante observar que, o
artigo de opinião tem como característica principal a argumentação e a
persuasão. Assim, a linguagem desse tipo de texto é mais simples e objetiva,
pois ela pretende atingir a todos os leitores. A organização dos argumentos é
fundamental para sustentar a opinião, para tanto ela deve ser articulada com o
uso de elementos coesivos (observar tabela de elementos coesivos) de modo que
haja uma progressão textual, mantendo-se sempre favorável ou contrário ao
assunto abordado. A organização desse tipo de texto resume-se em uma negociação
constante com argumentos e contra-argumentos, a fim de desconstruir as
conjecturas levantadas por outro. Veja um exemplo:
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Desordem e progresso
Fulano de Tal É condenável a atitude que grande parte da sociedade desempenha no que diz respeito à preservação do meio ambiente. Apesar dos inúmeros desastres ecológicos que ocorrem com demasiada freqüência, a população continua “cega” e o pior é que essa cegueira é por opção. Não sou especialista no assunto, mas não é preciso que o seja para perceber que o Planeta não anda bem. Tsunamis, terremotos, derretimento de geleiras, entre outros fenômenos, assustam a população terrestre, principalmente nos países desenvolvidos – maiores poluidores do Planeta – seria isso mera coincidência? Ou talvez a mais clara resposta da natureza contra o descaso com o futuro da Terra? Acredito na segunda opção. Enquanto o homem imbuído de ganância se empenha numa busca frenética pelo progresso, o tempo passa e a situação adquire proporções alarmantes. Onde está o tal desenvolvimento sustentável que é – ou era – primordial? Sabemos que o progresso é inevitável e indispensável para que uma sociedade se desenvolva e atinja o estágio clímax de suas potencialidades, mas vale a pena conquistar esse progresso às custas da destruição da fauna, da flora, da qualidade de vida que a natureza nos proporciona? Não podemos continuar cegos diante dessa realidade. Somos seres racionais em pleno exercício de nossas faculdades, não temos o direito de nos destruirmos em troca de cédulas com valores monetários que ironicamente estampam espécies animais em seus versos. Progresso e natureza podem, sim, coexistir, mas para isso, é preciso que nós – população terrestre – nos conscientizemos de nossa responsabilidade sobre o lugar que habitamos e ponhamos em prática o que na teoria parece funcionar.
*Redação produzida por aluno da CENTRAL DE CURSOS-CURRAIS NOVOS/RN,
dentro do Projeto de Incentivo à Leitura/2008.
(Disponível em: http://centraldasletras.blogspot.com/2009/03/modelo-de-artigo-de-opiniao.html > último acesso em 13/09/11
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O artigo de opinião precisa ter
refutação, ou seja, contestar alguma idéia com argumentos e provas, ter um contra-argumento
acerca daquilo que foi dito por outrem. Para tanto, o autor de um artigo de
opinião deve ter, como o próprio nome já diz, uma opinião formada sobre o
assunto, de modo que ele consiga propor bons argumentos.
A sustentação dos argumentos dá-se
através do encadeamento de provas e idéias bem articuladas. O autor também pode
usar perguntas retóricas para justificar o seu posicionamento ideológico no
texto, pois perguntas, muitas vezes são mais persuasivas que sentenças
afirmativas. Mas, lembre-se que são perguntas retóricas, então você deve
responder todas as perguntas durante o desenvolvimento do seu texto.
Como você pode observar no
exemplo acima, o texto incorpora determinado ponto de vista numa aparente
conciliação através do uso de perguntas para desconstruir as idéias contrárias.
O uso de tais recursos apenas enriquece o texto e colabora para defesa do ponto
de vista do autor. Para desenvolver um artigo de opinião você deve estar atento
para os seguintes aspectos:
- Ter conhecimento sobre o
assunto abordado;
- Usar outros textos como
referencia, este pode ser a favor ou contrário ao seu ponto de vista;
- Anote os argumentos usados pelo
articulista para você empregá-los depois;
- Use alguns desses argumentos em
seu texto, em forma de citação para dar maior credibilidade, tanto melhor se
elas vierem de um especialista no assunto;
- Justifique e exemplifique os
seus argumentos;
- Ofereça uma solução para o
problema ao final do parágrafo.
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ESTAMOS COM FOME DE AMOR!!!!
Arnaldo
Jabor
Uma vez Renato
Russo disse com uma sabedoria ímpar: "Digam o que disserem, o mal
do século é a solidão" Pretensiosamente digo que
assino em baixo sem dúvida alguma. Parem pra notar, os sinais estão batendo em nossa cara todos os dias. Baladas recheadas de garotas lindas, com roupas cada vez mais micros e transparentes, danças e poses em closes ginecológicos, chegam sozinhas e saem sozinhas. Empresários, advogados, engenheiros que estudaram, trabalharam, alcançaram sucesso profissional e, sozinhos. Tem mulher contratando homem para dançar com elas em bailes, os novíssimos "personal dance", incrível. E não é só isso não, se fosse, era resolvido fácil, alguém duvida? Estamos é com carência de passear de mãos dadas, dar e receber carinho sem necessariamente ter que depois mostrar performances dignas de um atleta olímpico, fazer um jantar pra quem você gosta e depois saber que vão "apenas" dormirem abraçados, sabe essas coisas simples que perdemos nessa marcha de uma evolução cega. Pode fazer tudo, desde que não interrompa a carreira, a produção. Tornamos-nos máquinas e agora estamos desesperados por não saber como voltar a "sentir", só isso, algo tão simples que a cada dia fica tão distante de nós. Quem duvida do que estou dizendo, dá uma olhada no site de relacionamentos ORKUT, o número que comunidades como: "Quero um amor pra vida toda!", "Eu sou pra casar!" até a desesperançada "Nasci pra ser sozinho!" Unindo milhares ou melhor milhões de solitários em meio a uma multidão de rostos cada vez mais estranhos, plásticos, quase etéreos e inacessíveis. Vivemos cada vez mais tempo, retardamos o envelhecimento e estamos a cada dia mais belos e mais sozinhos. Sei que estou parecendo o solteirão infeliz, mas pelo contrário, pra chegar a escrever essas bobagens (mais que verdadeiras) é preciso encarar os fantasmas de frente e aceitar essa verdade de cara limpa. Todo mundo quer ter alguém ao seu lado, mas hoje em dia é feio, démodé, brega. Alô gente! Felicidade, amor, todas essas emoções nos fazem parecer ridículos, abobalhados, e daí? Seja ridículo, não seja frustrado, "pague mico", saia gritando e falando bobagens, você vai descobrir mais cedo ou mais tarde que o tempo pra ser feliz é curto, e cada instante que vai embora não volta mais (estou muito brega!), aquela pessoa que passou hoje por você na rua, talvez nunca mais volte a vê-la, quem sabe ali estivesse a oportunidade de um sorriso à dois. Quem disse que ser adulto é ser ranzinza, um ditado tibetano diz que se um problema é grande demais, não pense nele e se ele é pequeno demais, pra quê pensar nele. Dá pra ser um homem de negócios e tomar iogurte com o dedo ou uma advogada de sucesso que adora rir de si mesma por ser estabanada; o que realmente não dá é continuarmos achando que viver é out, que o vento não pode desmanchar o nosso cabelo ou que eu não posso me aventurar a dizer pra alguém: "vamos ter bons e maus momentos e uma hora ou outra, um dos dois ou quem sabe os dois, vão querer pular fora, mas se eu não pedir que fique comigo tenho certeza de que vou me arrepender pelo resto da vida". Antes idiota que infeliz!
Disponível em: http://mariocortezportugues.spaceblog.com.br/683002/EXEMPLO-DE-ARTIGO-DE-OPINIAO-EXCELENTE/
> último acesso em 13/09/11
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A estrutura de um artigo de
opinião
a) Título
(a escolha do título deve ser original atraente e resumir toda a idéia central
do texto);
b) Contextualização
e apresentação do tema em discussão (ex. “É condenável a atitude que grande parte da sociedade desempenha no que
diz respeito à preservação do meio ambiente”);
c) Posicionamento ideológico deve vir expresso no
primeiro parágrafo;
d) Explicitação da questão em discussão;
e) Utilização
de argumentos que sustentem a posição assumida;
f) Utilização
de argumentos que refutem a posição contrária;
g) Retomada
da posição assumida ou posicionamento mais enfático;
h) Proposta
ou possibilidade de solução do problema;
i)
Conclusão
LISTA DE CONECTIVOS
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Adição, continuação:
além
disso, demais, ademais, outrossim, ainda mais, ainda cima, por outro lado,
também, e, nem, não só … mas também, não só… como também, não apenas … como
também, não só … bem como, com, ou (quando não for excludente).
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Contraste, oposição, restrição, ressalva:
pelo
contrário, em contraste com, salvo, exceto, menos, mas, contudo, todavia,
entretanto, no entanto, embora, apesar de, ainda que, mesmo que, posto que,
posto, conquanto, se bem que, por mais que, por menos que, só que, ao passo
que, em contrapartida
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Causa e conseqüência. Explicação:
por
conseqüência, por conseguinte, como resultado, por isso, por causa de, em
virtude de, assim, de fato, com efeito, tão (tanto, tamanho) … que, porque,
porquanto, pois, já que, uma vez que, visto que, como (= porque), portanto,
logo, que (= porque), de tal sorte que, de tal forma que, haja vista.
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Resumo, recapitulação, conclusão:
em suma,
em síntese, em conclusão, enfim, em resumo, portanto, assim, dessa forma,
dessa maneira, desse modo, logo, pois (entre vírgulas), dessarte, destarte,
assim sendo
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Lugar, proximidade, distância:
perto
de, próximo a ou de, junto a ou de, dentro, fora, mais adiante, aqui, além,
acolá, lá, ali, este, esta, isto, esse, essa, isso, aquele, aquela, aquilo,
ante, a.
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Propósito, intenção, finalidade:
com o
fim de, a fim de, com o propósito de, com a finalidade de, com o intuito de,
para que, a fim de que, para, ao propósito
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Ilustração, esclarecimento:
por
exemplo, só para ilustrar, só para exemplificar, isto é, quer dizer, em
outras palavras, ou por outra, a saber, ou seja, aliás.
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Surpresa, imprevisto:
inesperadamente,
inopinadamente, de súbito, subitamente, de repente, imprevistamente,
surpreendentemente.
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Certeza, ênfase:
decerto,
por certo, certamente, indubitavelmente, inquestionavelmente, sem dúvida,
inegavelmente, com toda a certeza.
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Dúvida:
talvez
provavelmente, possivelmente, quiçá, quem sabe, é provável, não é certo, se é
que.
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Idéias alternativas
Ou, ou…
ou, quer… quer, ora… ora
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Condição, hipótese:
se,
caso, eventualmente.
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Semelhança, comparação, conformidade:
igualmente,
da mesma forma, assim também, do mesmo modo, similarmente, semelhantemente,
analogamente, por analogia, de maneira idêntica, de conformidade com, de
acordo com, segundo, conforme, sob o mesmo ponto de vista, tal qual, tanto
quanto, como, assim como, como se, bem como.
Prioridade, relevância:
em
primeiro lugar, antes de mais nada, antes de tudo, em princípio,
primeiramente, acima de tudo, precipuamente, principalmente, primordialmente,
sobretudo.
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Tempo
então,
enfim, logo, logo depois, imediatamente, logo após, a princípio, no momento
em que, pouco antes, pouco depois, anteriormente, posteriormente, em seguida,
afinal, por fim, finalmente agora atualmente, hoje, freqüentemente,
constantemente às vezes, eventualmente, por vezes, ocasionalmente, sempre,
raramente, não raro, ao mesmo tempo, simultaneamente, nesse ínterim, nesse
meio tempo, nesse hiato, enquanto, quando, antes que, depois que, logo que,
sempre que, assim que, desde que, todas as vezes que, cada vez que, apenas,
já, mal, nem bem.
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Esquema elaborado por: Alisson Yamakawa
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